Depois de um incidente em que quase morri, eu tive medo. E como quem tem medo, morri mais uma vez.
Pssei a pensar nos quases. Pensei, primeiro, que o que somos agora é o produto dos quases por que passamos. A vida é a sequencia dos quases; ou uma consequencia deles. Pensei também que o oposto do quase é o silêncio. É claro que, se retiramos o quase de uma expressão, sempre haverá um silêncio: “ele (…) morreu”; “ela (…) foi feliz. O silêncio, neste caso, corresponde à supressão textual, à supressão da palavra. Mas não foi neste silêncio que eu pensei depois do incidente. Pensei que, se o meu quase fosse suprimido hoje, seria a minha expressão que estaria agora em silêncio. Este silêncio seria, na verdade. uma expressão de dor muito além do silêncio da linguagem: seria o meu silêncio.
Esses que me olham com espanto ao me verem falar desacompanhado nem imaginam que na verdade eu não falo sozinho. São as mais profundas e reveladoras conversas as que tenho comigo mesmo
As madrugadas são reveladoras. Tudo o que e possível sufocar na pressa do dia, sobrevive na madrugada. É quando quem ama ausente sente e quem ama junto, ama
No dia em que aprendermos a praticar a divergência sincera e admirá-la como expressão do respeito à ideia alheia, seremos mais felizes e mais democráticos. Divergir não é concorrer, discordar não é conflitar.
Enquanto agimos como se divergência fosse algo a ser combatido, que exige cautela que pode até ferir, viveremos nessa hipocrisia e nessas relações sociais que do cristal têm somente a fragilidade, conviveremos com olhares baixos, cochichos e conversas paralelas e nos escondendo atrás dessas mentiras fantasiadas de consenso.
Divergência é verdade.
Se vc não trabalha meio período entao é fool time…
É ela. Foi ela. Será ela.
A culpa de tudo é dela. Minha mãe.
Sempre e na medida certa. Isso não quer dizer que não tenha havido excessos nem faltas recíprocos. Quer dizer que ser exatamente como é me permitiu ser como sou. Que esse amor que tenho aqui pra te dar,meu amigo, foi semeado um dia por ela.
E o que isso importa pra vc, além do fato de que sem ela eu não existiria?
Que pode ser graças a ela que existe essa exata parte, este traço de personalidade que faz com que você goste de mim. Que não fosse ela, talvez você ignorasse minha existência.
Quer dizer, então, que na dúvida sobre quem gosta de mim porquê devo agradecer a ela por todos os amigos que tenho e por estar rodeado por pessoas que amo e que reciprocamente me querem bem.
Obrigado, mãe. Não sei se era a intenção mas você me criou pra eu estar à disposição do mundo. Me criou pra ser resiliente como você. Sempre em pé. Firme. Pra não hesitar em ajudar.
E apesar das dificuldades que isso nos causa, isso me faz feliz!
Amo você nos outros dias também, mas aproveito o embalo pra reafirmar hoje.
Não confunda com decepção esse monte de expectativa mal dosada projetada em alguém. Talvez você descubra que alguém nunca te decepcionou. Alias, ninguém.
Pense como não devem ser fáceis as vidas desses que confundem ironia e sarcasmo com cinismo e mentira.
No mínimo devem ter uma mania de perseguição…
Às vezes a ansiedade, que atropela os instantes,causa inquietude no final do dia. Mesmo nos dias intensos e dinâmicos, sobra a dúvida se era possível ter aproveitado mais tudo o tanto que se tem pra fazer.
Mas posso passar o dia todo estático, sob uma árvore ou na biblioteca, com um esforço que se limita a avançar nas páginas de um livro até que estejamos serenos eu e o dia e terei a sensação de um dia bem vivido. Bem vívido.
De agora em diante, questione mais; pergunte menos!
Formaturas de crianças deviam se chamar deformaturas. Deformamos a perfeição do descompromisso com as respostas e com o depois para conduzí-los ao descompromisso com as perguntas e com o agora. Viva o encanto do agora. Viva a dúvida.
Daqui a alguns dias completo 26 anos…
Só recentemente me dei conta do que isso quer dizer…
Se é verdade que sou jovem – e ainda sou – é verdade também que o passar do tempo já não me permite brincar de ser mais jovem mentindo a idade sem parecer ridículo pela evidencia. É verdade também que o amadurecimento não se manifesta apenas pela aparência: mudei muito mais! Aprendi, especialmente, a silenciar mais. Não é mentira, tb, que talvez eu agora silencie em excesso e que se aprendi a calar por “pertinência”, não aprendi ainda a escoar as ideias represadas que não se dissolvem somente porque não foram ditas.
Ainda bem que, ao final, talvez nada disso seja verdade.
Mas se é verdade que minha aparência está mudada assim como pode estar minha impulsividade verbal, o mesmo não se pode dizer da minha essência.
Renovei a perseverança, a força das ideias e a parcela genuina da minha essência, constantemente. Sinto hoje que tenho a mesma constância dos sonhos de humanidade, da sofisticação da simplicidade e da incondicionalidade incondicional. E a mesma vitalidade pra lutar por eles.
E se aprendi muitas coisas, renovei algumas outras, a verdade é que faltou ainda muito por aprender . Hoje, aos (quase) 26 anos, entre diversas outras coisas talvez mais “amadurecedoras”, não aprendi a ter coragem de desistir, ainda não sei calar e não sofrer diante de injustiças e ainda esfrego as mãos pra controlar minha ansiedade.
Ainda sou intolerante à intolerância!
Já sei que nem sempre uma verdade é uma verdade. Que a verdade muitas vezes depende sempre das tantas verdades de quem diz e das verdades de quem escuta. E pra que a gente saiba valorizar as verdades de cada um precisamos entender não o que foi dito, mas o que foi sinceramente sentido. Ah, e não basta ser sincero pra dizer a verdade.
No mais, só a velha rotina de tentar carregar comigo a coerência e autenticidade de só ser – o que fica cada dia mais dificil no teatro do cotidiano.
Que o amor seja duradouro! Que dure até o penúltimo dia, sempre.
O risco da pergunta é perder o conforto da dúvida.
A gente só envelhece quando os lamentos substituem os sonhos
E não é a falta também uma manifestação da presença?
A falta é a presença vestida de saudade.
É a presença se fazendo presente,representada pela ausência.
Pertubadora a vontade de entender o que é isso que sinto, como se estivessem juntas num mesmo instante as sensações de antes e depois de avistar uma miragem, juntando entusiasmo e amargura, vibração e lamento numa sensação só.
Decepção é a confiança que perdeu a validade.
O que se passa quando a gente consegue descrever mas não consegue definir?
A gente sempre é uma coisa na teoria, outra na prática e outra naquilo que nao virou teoria nem prática. E não é que é bem ali onde a gente realmente é?
Em dias como hoje “re-conheço”: não estamos no mundo a passeio; a vida nao é colônia de férias, onde uns estão pra servir e outros, consumir. Nesse resort, ninguém é hóspede. Todo mundo é gerente ou jardineiro.
Pior do que quem diz uma coisa e faz outra é quem fala uma coisa e diz outra.
Alguém que pede amor não é digno de receber.
Eu sou indecifravelmente simples.
“…e tenho minha AMADA, que além de sublime, é minha amiga. Não é minha alma gêmea, ela é a minha própria alma. À sua maneira, sem qualquer retoque, ela me faz feliz, completo.”
Os sonhos nao morrem com a gente. Eles se perpetuam no ar, no mundo, até que alguem os faça verdade! Percebes, agora, diferença entre projetos e sonhos?
Não há vergonha em “não saber”. A ignorância sobre algo é sempre sua cirscunstância original. O que impulsiona o mundo é o interesse; a ignorância só constrange quando ela é uma opção.
Hoje perdi um amigo. Ele se foi e eu consenti. Na verdade eu permiti que fosse e o ajudei a partir, mesmo sabendo da dor cortante de agora.
Sei que ele precisava ir, descansar o quanto merecia. Voltar a ser criança e aprontar. Merecia pelo tanto que me fez feliz e me ensinou. E não que tenhamos convivido com frequencia – eu não lhe dava tanta atenção, na verdade. Foi um amigo que me viu crescer, que me ensinou um bocado de coisas que ele mesmo não deve saber o que são. Assim como não sabe o amor que lhe tive e a saudade que sinto agora. Me ensinou muito e, ainda agora, depois de partir, ainda aprendo algo.
Meus amigos de agora que me perdoem, assim como minha família, mas acho que ninguém me ensinou tanto sobre bem-querer e amizade como ele. Não importa o que sentisse, me divertir era sempre prioridade; cansaço, dor ou desconforto foram sempre secundários quando se tratava de me agradar. Sem orgulho, bloqueava a passagem, como implorando que não o deixasse. Toda vez era assim. Iindependentemente de qualquer retribuição. Pelo contrário: por vezes a resposta eram broncas pelas peraltices excessivas; outras vezes demorei meses para visitá-lo de novo, quase indiferente, mas ainda ainda sim lá estava ele. Sorridente e choroso.
É fato que eu nunca mereci essa amizade (e nao me culpo por isso. Tamanha pureza naturalmente não pode ser humana). Aliás, acho que não mereço nada parecidoe não consigo conceber alguém que possa. Meu coração dói apertado, agora. Arrependido e ressentido, saudoso e agradecido. Quem diz que não existe dor maior que a saudade não viveu o arrependimento. Muito obrigado, Thor. E por questão de gratidão – que eu sempre falho em expressar -, espero que essa saudade cresça em mim e que com ela eu conviva até o fim, como sinal da sua presença.
Sabe isso que to sentindo agora?
Então me explique.
Eterno é o que vai além de agora.
Poesia não tem dono. Depois de exposta é de quem ama.
É terno. Eterno. Interno.
Que nunca seja ex terno.
Amizade é certeza. É o que mais posso precisar e quase tudo que posso querer de um amigo.
Sua escuta é o colo pro filho que cresceu.
Estar na sua companhia é tão natural que em cada despedida me vejo dobrando a esquina ali adiante, indo embora de mim.
– Você não me ama mais?
– Amo. Só me amo mais.
De tanto medo que tenho de desapontar ou magoar alguém prefiro ser vítma a algoz.
Que mau uso fazem da palavra lindo. Lindo mesmo sou nós. Só nós.
O despertador não interrompe meus sonhos. Apenas exige que eu sonhe na vertical. Despertador é um verticalizador de sonhos.