Ela não sabia do que era capaz. Desconhecia sua potencia feminina, até que ele apareceu. Mas ele não sabia se portar diante dela, não acreditava merecer o seu amor. Mesmo assim arriscaram.

Inocentes se entregaram, imaginando que um dia teria fim. Ela viveu com ele, viveu sem ele, até que voltaram. Ele viveu com ela, morreu sem ela, e reviveu quando ela voltou.
Eles voaram juntos, sonharam juntos, confundiram seus corpos, e amaram infinitamente.

Só que ainda eram ingênuos. Não souberam aquietar e entender a vastidão do sentimento. Precisavam provar. E assim fizeram.
Ele viveu sem ela, morreu sem ela, e hoje sonha com ela. Ela morreu sem ele, morreu com outro, e hoje sonha com ele.

Sonham juntos. Dormem juntos. Os mesmos sonhos, na mesma cama. Finalmente!

Hoje não mais confundem os corpos. Nem seus sonhos. Entenderam a unidade que são. Aprenderam que juntos TÊM uma única forma. A forma do amor que se viu refletido.. Reconheceram que são, na verdade, amor.